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Viajar pelas encostas do Douro à boleia de uma mão cheia de edifícios premiados

28 de novembro de 2019

Fonte: Jornal o Público

Texto de: Ana Rita Moutinho

Numa região habituada a estar no mapa pela cultura vinícola, a arquitectura assume-se como mais uma razão para a palmilharmos. Fomos revisitar as obras distinguidas pelo Prémio Arquitectura do Douro.

Quando, em 1756, Sebastião José de Carvalho e Mello assinou, juntamente com os “lavradores de Cima do Douro e Homens Bons da Cidade”, o documento que daria origem à Região Demarcada do Douro, o seu objectivo era garantir, para aquele território, uma protecção excepcional que assegurasse a excelência do vinho ali produzido.

Mais de 200 anos depois — em 2001 —, coube à UNESCO reconhecer o carácter único do Alto Douro Vinhateiro, ao conceder-lhe o estatuto de Património Mundial. Do território, o organismo destacou os “mais de dois mil anos de produção vinhateira”, a “diversidade de actividades que lhe estão associadas”, assim como a representação da “longa tradição europeia da cultura da vinha”. A notoriedade além-fronteiras do território duriense fortaleceu-se com a passagem do tempo e com as sucessivas campanhas de promoção realizadas pelas instâncias governativas. E com a crescente actividade turística surgiu uma onda de renovações arquitectónicas e paisagísticas que tem vindo a transformar a região. 

Ciente de que na luta pela adega mais ousada ou pelo hotel mais contemporâneo não pode valer tudo, a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte criou, em 2006, o Prémio Arquitectura do Douro (PAD), com vista à promoção da “cultura arquitectónica de excelência” e das “boas práticas no exercício da arquitectura”. Entre as diversas propostas submetidas (e premiadas) ao longo dos últimos 13 anos encontram-se “intervenções de construção, conservação ou reabilitação de edifícios ou conjuntos arquitectónicos, históricos ou contemporâneos”, mas também propostas de “desenho urbano em espaço público”.

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